A inclusão é um valor fundamental para mim. Sempre lutei pelo direito de incluir todos e promover mudanças que permitam que todos possam ter as mesmas oportunidades, independentemente de suas diferenças. E foi assim que me apaixonei pela linguagem de sinais.

A linguagem de sinais é uma linguagem visual, gestual e espacial que é usada principalmente por pessoas surdas. Esta forma de comunicação é baseada em movimentos e expressões faciais que são tão complexos quanto a linguagem verbal. É uma linguagem com uma cultura própria, sua gramática, seu léxico e suas características.

Lembro-me de quando comecei a aprender libras. Fiquei fascinado pela riqueza dessa língua e pela possibilidade de me comunicar com pessoas que antes estavam limitadas pela sua surdez. O fato de poder conversar com alguém em sua própria língua é um sentimento maravilhoso e único.

Aprender essa língua também me ajudou a entender como as pessoas surdas se comunicam e como a sociedade muitas vezes as exclui. A exclusão das pessoas surdas começa na falta de educação em libras nas escolas, na falta de intérpretes em eventos públicos e na falta de acessibilidade em espaços públicos.

Ainda há muito a ser feito em termos de inclusão de pessoas surdas. Apenas aprendendo a libras, não podemos mudar todos os problemas que os surdos enfrentam, mas podemos ajudar a promover uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

É importante lembrar que a libras não é apenas uma língua de sinais. É uma língua com sua própria cultura e identidade. Aprender libras é mais do que apenas conhecer sinais. É conhecer a cultura e a comunidade surda.

A linguagem de sinais é uma língua tão complexa e bela quanto qualquer outra língua que conhecemos. Ela permite que as pessoas surdas se comuniquem e interajam com o mundo ao seu redor. Aprendi que a libras é uma língua que merece ser mais conhecida e valorizada.

Em conclusão, minha paixão pela linguagem de sinais surgiu da minha crença em inclusão e igualdade. Aprender libras me permitiu ver o mundo de uma nova maneira e me conectou com a comunidade surda. Ainda há muito para ser feito em termos de promover a inclusão, mas a linguagem de sinais pode ser uma ferramenta poderosa para ajudar a tornar o mundo mais acessível e igualitário.